Quase

14:21 Yaya Bandeira 0 Comments


       Encontrei esse texto de Sarah Westphal  há alguns anos atrás e me identifiquei bastante. Se você ler ele com calma enxergará bem o que ela está falando e poderá levar pra vida cada linha escrita.

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       Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
       Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude  estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
     Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. 

By: Sarah Westphal 












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1 de Setembro

14:00 Yaya Bandeira 2 Comments

Hoje, volto a escrever em forma de diário, senti a necessidade de expor de alguma forma o que ando sentindo em meio a esse vazio doloroso que trava meu peito e   cala a minha voz.
Ontem me perguntaram o que estava acontecendo e eu simplesmente não soube responder. Me faltou palavras, me faltou voz. Só as lagrimas vieram como resposta e por fim um sussurro dolorido:  “Eu não sei….não sei explicar…É Vazio”!  
Muitas coisas ultimamente não tem sentido na minha vida…venho me tornando uma pessoa calada e quase inexistente.
Não adianta ser uma pessoa formada, estudiosa ou trabalhadora quando você está quebrada. Eu não sou a metade que eu sonhei para mim e também nem sei se ainda tenho sonhos. Agora é hora de tentar resgatar-me das profundezas de poço sem fundo e escuro em que fui lançada. Buscar o alto reconhecimento e focar em mim.
Passei para os mais íntimos sobre sair de algumas redes sociais. Acho que foi um passo preciso para sair da camuflagem que a gente se coloca quando ta nesse mundo de Facebook e tudo mais. A gente acaba se escondendo e criando um mundo ilusório e ainda dando motivo para certos tipos de pessoas a lascarem pau na gente.
Eu  fiquei uma boa parte da minha vida Ligando o foda-se, mas chega  uma hora que tudo bate com mais intensidade e você sente que o muro em sua volta que antes era de certa forma “blindado”  se corroí e cai. Eu tentei ser o mais verdadeira possível para todos, mas o que é ser verdadeira realmente para mim? o que eu estou vivendo e o que falo realmente vem de mim ou é o que eu acho que as pessoas esperam de mim?
Como diz uma velha musica de Belchior “ Não quero o que a cabeça pensa. Quero o que a alma deseja”. Então vou para  para realmente me ouvir, enxergar minhas necessidades e espero que isso aqui escrito não seja só palavras escritas a esmo.
Quem sou EU e o que eu quero SER?    

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Depressão, um mal há séculos

13:57 Yaya Bandeira 0 Comments


A depressão é uma doença que se caracteriza por um estado de humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio, e pela redução na capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer. Apresenta causas múltiplas, como fatores genéticos, neuroquímicos, ambientais, sociais e pesicológicos.
Estima-se que cerca de 120 milhões de pessoas no mundo sofrem desse quadro de desordem psiquiátrica, que se encontra em quarto lugar entre as doenças no último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), com perspectivas de alcançar o segundo lugar em 2020.
Embora seja tratada por muitos como o mal do século, a depressão não é uma doença exclusivamente pós-moderna, sendo abordada, inclusive, por inúmeros filósofos ao longo da história da humanidade. 
Na Antiguidade, já havia entre os gregos a idéia moderna de que as doenças da mente se conectam a disfunções corporais. A melancolia - denominação primeira do que hoje se entende por depressão - era diagnosticada por observação clínica, em detrimento de explicações mitológicas. Hipócrates, no século V a.C., definia a melancolia como uma afecção sem febre, na qual o espírito triste permanece sem razão fixado em uma mesma idéia, constantemente abatido, definição que se assemelha à dos quadors depressivos atuais. Para Aristóteles, os melancólicos eram pessoas que tinham mais espírito que as demais.
Na Idade Média, a ascenção do Cristianismo promoveu uma alteração na perspectiva das doenças mentais, agora associadas ao sobrenatural, à supertição e ao misticismo. Segundo Santo Agostinho, o homem é um ser diferente dos demais, pois dotado de razão. A perda dessa razão é um desfavor de Deus, a punição para uma alma pecadora. Portanto, a melancolia era um afastamento de tudo que era sagrado, sendo considerada até mesmo um pecado punido pela Inquisição.
Na Idade Moderna, a melancolia era definida principalmente pela presença de idéias delirantes. Nessa época, vários foram os contrastes entre os pensadores europeus, sendo até mesmo considerada por alguns como uma doença e uma qualidade da personalidade que indicava profundidade. Na Itália, Marsilio Ficino foi o filósofo que mais discutiu a depressão, definindo a melancolia como um fenômeno presente em todos os homens, em razão do seu anseio pelo grande e o eterno. Dizia que todo gênio é um melancólico. No século XVII, René Descartes inaugura o racionalismos moderno, segundo o qual o universo é explicado de forma mecânica e matemática. Nesse contexto, surge a convicção de que a razçao humana é capaz de conhecer a origem, as causas e os efeitos das paixões e das emoções, governadas e dominadas pela vontade orientada pelo intelecto. O dualismo cartesiano - dicotomia entre corpo e mente - promoveu uma mudança na perspectiva da depressão: a doença é aspecto físico; a mente, distinta do cérebro, apresenta dúvidas e inconsistências, mas não a doença. Novos sintomas passam a ser considerados, como a tristeza, amargor, gosto pela solidão e imobilidade.
Ainda na Idade Moderna, o século XVIII caracterizou-se pelo advento do Iluminismo, movimento de acelerado desenvolvimento da ciência e fé no poder da razão humana, que seria capaz de promover um progresso sem limites. Nesse contexto, surgem as primeiras teorias que fundamentam os pensamentos atuais, como as concepções de que as doenças mentais são hereditárias e de que a melancolia constitui uma alteração da função nervosa e não dos humores. O Romantismo, movimento de reação à razão apregoada pelo Iluminismo, promove a defesa do sentimento, imaginação e da mente voltada para o sulime, magnífico e comovedor. A depressão novamente se torna desejada. Para Immanuel Kant, o sublime sempre fora acompanhado por algum terror ou melancolia; na visão de Arthur Schopenhauer, o depressivo vive simplesmente porque tem um instinto básico e o trabalho constitui uma forma de dsitração dos homens de sua depressão essencial. Soren Kierkegard - precursor do Existencialismo - encarava a humanidade como melancólica.
No século XIX (marcado por descobertas na biologia, física, química, anatomia, neurologia e bioquímica), as doenças mentais - inclusive a depressão - foram relacionadas com patologia orgânica do cérebro e passaram a ser medicalizadas. Para Foucault, essa medicalização constitui parte de um plano de controle social; para Friedrich Nietzche, Deus está morto e nós que o matamos.
Finalmente, Na Idade Contemporânea, ocorreram progressos científicos em torno da compreensão e tratamento das enfermidades mentais, acarretando a consolidação da psiquiatria e modificações na forma de atendimento e assitência ao paciente psiquiátrico. Sigmund Freud definiu a melancolia como uma forma de luto que surge de uma sensação de perda da libido, tornando o ego pobre e vazio. Em 1950 houve a descoberta dos antidepressivos, a partir de pesquisas, ainda não conclusivas, acerca dos neurotransmissores que regulam as emoções.
Atualmente, a depressão, salvo exceções, é uma doença mental segundo a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde e de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, recebendo hoje abordagens científicas, como a médica, a psicanalítica e a cognitivista, além das visões filosóficas e religiosas que ao longo da história da humanidade sempre permearam a questão.

Texto retirado do Blog “Problema do mal”.
Link:
http://problemadomal.blogspot.com.br/2009/11/depressao-um-mal-ha-seculos.html
Encontrei esse blog por acaso, pesquisando sobre melancolia. É bem resumido esse texto pode-se observar. A mente humana é muito complexa para se ter o entendimento exato de como a mesma funciona.

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7 sinais de depressão

13:50 Yaya Bandeira 0 Comments


Esse post é sobre como identificar os sintomas da depressão. 

Dr. Arthur Frazão(Médico)

A depressão é uma doença que gera sintomas como choro fácil e indisposição, mas que pode ser difícil de identificar pelo indivíduo.
No entanto, existem 7 sinais da depressão que incluem:
  1. Tristeza excessiva;
  2. Falta de energia;
  3. Falta ou aumento de apetite;
  4. Perda de interesse por atividades que eram interessantes;
  5. Irritabilidade fácil ou apatia;
  6. Alterações do sono, como insônia ou muito sono;
  7. Mal estar geral.
Geralmente, estes sinais de depressão surgem durante períodos de grandes alterações na vida dos indivíduos, como adolescência, gravidez ou perda de alguém .

Sintomas físicos de depressão

Os sintomas físicos de depressão podem incluir:
  • Dor de cabeça constante;
  • Dores em todo o corpo;
  • Prisão de ventre;
  • Aperto no peito;
  • Sensação de bolo na garganta;
  • Falta de ar;
  • Diminuição da libido;
  • Fraqueza.
O indivíduo pode desenvolver um quadro de depressão quando apresenta estes sintomas por um longo período de tempo, sem conseguir eliminá-los.

Sintomas psicológicos da depressão

Os sintomas psicológicos da depressão podem ser:
  • Indiferença;
  • Baixa auto-estima;
  • Tristeza profunda;
  • Sentimento de culpa;
  • Dificuldade de concentração;
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Pensar sobre morte ou suicídio.

Estes sintomas podem ser difíceis de identificar e, por isso, o indivíduo deve consultar um psicólogo ou psiquiatra para avaliar a situação e iniciar o tratamento adequado.



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